quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sempre.


Ela o beijava de uma maneira que nenhuma outra seria capaz de fazer. Ela tocava sua pele e seu coração aquecia, ele sabia que poderia dormir com outras mulheres no decorrer de sua vida, mas nenhuma seria capaz de tocar sua alma como ela fazia. Era ela, ele sempre soube e mesmo assim as coisas teimavam em ser difíceis, era ela que o fazia sorrir e ainda assim as lágrimas eram mais fáceis quando se tratava dela também. Era o calor dela que ele pensava quando soprava o vento frio e era no hálito dela que ele pensava no calor, aquele jeito de soprar sua pele que o fazia arrepiar. Porque tinha que ser ela? Sempre ela, a que ele nunca poderia ter, a que todas as escolhas haviam levado para longe. Houve um tempo, em que ele acreditava que ela seria dele novamente, mas agora ele sabia, nunca haverá outra como ela, como ele nunca a terá, ele sempre vai ser daquela menina barulhenta que beijava sua boca como um pedido de desculpa, que ficava brava de ciúmes e que sabia como fazer carinho em seu rosto e o deixar desarmado, ele sempre seria dela, mesmo que ela nunca fosse dele.

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