sábado, 29 de dezembro de 2018

Dicas para virada do ano:


1- Use branco
Não falo da roupa. A roupa é o de menos! Use branco na alma. Não entre em disputas. Não chute cachorro morto. Entre um desaforo e uma resposta atravessada, escolha a paz.

2- Varra a casa
Do fundo até a porta. Varra tudo! Mágoas, desgostos, rancores, amores não correspondidos. Varra! Aspire! Espane! Não deixe nem poeira. Entre limpo.

3- Quebrou? Jogue fora
Se for a sopeira que você herdou da sua avó, conserte. Sua avó agradece. Mas em se tratando de amores, trabalhos, relações de todo tipo, amizades... Quebrou? Rachou? Avalie se vale guardar. Investir em quem não merece é desperdício de energia. Ponha a fila para andar.

4- Louro na carteira
Dizem que garante dinheiro. Mas se preferir um moreno, não faça cerimônia! Vá em frente.

5- Use cor amarela
A cor amarela é a cor da prosperidade. Ajuda nos caminhos do sucesso. Mas não faz milagre. Então use amarelo e trabalhe. Se esforce, estude, faça mais que o melhor possível. O melhor possível você já conseguiu até aqui.

6- Sete ondas
Aliás, pule: ondas, desaforos, prejuízos. Se não der para pular, desvie.

7- Use lingerie nova
Fala sério, isso não é só no primeiro dia do ano. Jogue fora aquela calçola velha, desbotada, furada, de elástico frouxo. É um corta-tesão danado. Pior que encosto. Sem maiores detalhes! Lixo com ela!

8- Coma lentilha, uvas, romã
Olha só, coma o que quiser. E coma, principalmente, a vida! Coma com gosto! Caia de boca! Se lambuze!

9- Não coma peru ou frango (porque ciscam para trás)
Agora vamos combinar, você gruda no passado como chiclete em cabelo, passa anos esperando o amor que já se foi, vive atrelada ao que já está desfeito? Não ponha a culpa no pobre do frango. Você cisca para trás muito mais do que ele. Caminho é em frente!

10- Não deixe roupas viradas pelo avesso
Isso se você acreditar que avessos são ruins. Não são. Avessos são nosso lado mais verdadeiro. Nossa versão mais crua. Desvire, se não quiser ficar exposta por aí. Avessos devem ser mostrados a poucos. Apenas aos que merecem.

Algumas pessoas passam a vida viradas como tartarugas de casco para baixo. Balançam pernas e braços. Aflitas, não saem do lugar.

Um ano novo começa. Mas só vale se você se desvirar. Desvire a vida, os amores, os afetos. Arrume a alma. Faxine seu coração. Ponha a vida para andar.
Vida é renda de bilro. Teçamos o ano novo com capricho. Sem nós, sem embaraços. Nos melhores caminhos e nas mais lindas cores. Teçamos a vida que vamos vestir. No nosso número, sem apertos, sem sobras inúteis. Na plena beleza do que cada um merece e pode ter.

Dois, zero, um e nove essa é a senha para o recomeço"

FELIZ Ano Novo!!

Texto: Mônica Raouf  El Bayeh

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cansei...

Cansei de me relacionar,
cansei das pessoas,
cansei de todos esses joguinhos.

Ando com preguiça de me dispor
e me despir pra alguém pela milésima vez,
preguiça de começar do zero
e ter que contar toda a minha historia outra vez,
ter que voltar pro grande jogo das conquistas
e planejar encontros.
Ando com preguiça de conhecer alguém,
enviar uma mensagem e ficar grudado
no celular esperando por uma resposta
que demora pra chegar
e às vezes nunca chega,
preguiça de reservar algumas
horas da minha vida pra sair com alguém
e no outro dia, ter que lidar com o sumiço da pessoa.

Não tenho esperado mais resposta de ninguém e tenho tido pavor de responder alguém que não sejam os meus amigos.

Dizem que ninguém consegue
ficar sozinho por muito tempo,
que viver ao lado de alguém,
e ter alguém pra cuidar de você
é essencial na vida.
Mas eu estou ótimo me cuidando sozinho
e não acho que ficar sozinho seja o fim do mundo se você está sempre disposto a descobrir coisas novas pra manter o teu mundo maior e tua vida bem mais interessante.
Eu não preciso de alguém pra me fazer rir,
pra me dar um cafuné antes de dormir,
pra me trazer café na cama
ou pra me apresentar bandas que eu nunca ouvi.

Não sei se fiquei desinteressante
ou se me tornei mais exigente e maduro.
Não sei se está cada vez difícil
encontrar uma parceria real
numa época em que os aplicativos de pegação,
a falta de interesse somada a falta de tempo
tem transformado as pessoas em seres
totalmente desinteressantes pela apatia.
O fato é que cheguei num momento
que cansei de estar sempre disponível
pras pessoas que cada vez mais
parecem estar indispostas,
cansei de tentar e de pensar em tentar
mas acabar não tentando
porque o interesse acabou antes disso.
Cheguei no momento só meu - e talvez, você que está lendo isso também tenha chegado - isso não deve ser ruim se você se sente bem consigo mesmo e confortável pra fazer o que quiser, quando e onde quiser.

Chega um momento que as pessoas vem e vão,
vem em vão.
Nada contagia,
parece que nada é bom o suficiente pra ficar.
Chega um hora que o coração da gente pede paz.
De tanto apanhar a gente cansa das pessoas,
cansa dos joguinhos que elas fazem,
cansa das relações.
Então, tudo que a gente quer,
é ficar sozinho.
E aquela frase do Arnaldo Antunes
passa a fazer todo sentido pra gente:
''Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha''.

Iandê Albuquerque.

sábado, 28 de outubro de 2017

Dear past, thanks for everything!

Obrigado por todos as decepções vindas de gente que eu já esperava e das pessoas mais inesperadas da minha vida, porque cada lágrima que derramei valeu a pena, cada minuto que passei tentando me realinhar me fez ser quem eu sou hoje.
Obrigado por ter me ensinado que muitas pessoas vão aparecer na minha vida por interesse e que poucas são aquelas que vão permanecer ao meu lado mesmo quando não tenho tanto para oferecer.

Obrigado por todos os desenganos que me ensinaram a ser maior e mais forte.

Por ter me feito entender que perder às vezes é inevitável porém necessário para que eu possa aprender a vencer novamente. Obrigado por ter me ensinado que algumas pessoas entram na nossa vida somente pra bagunçar, mas que no meio do caminho, sempre vai existir o tempo para ajudar a reorganizar tudo.
Obrigado por ter me mostrado que apesar de todas as desilusões, machucados e frustrações o amor ainda é o melhor caminho para curar o insensível.
Obrigado também por ter me amadurecido, por ter me ajudado a compreender que o amor não acaba quando o relacionamento termina, que amar é um exercício diário e que o amor não é como um perfume que perde o aroma, porque o amor não fica na pele, o amor não fica na superfície, ele fica na alma, ele fica dentro da gente.
Obrigado por ter me mostrado que é possível amar novamente, que permanecer em relacionamentos abusivos dói pra caramba, mas quando a gente se livra, toda dor se torna bagagem pra gente levar pra vida.
Obrigado por ter me ensinado, mesmo quando foi tão difícil de entender, que quem ama realmente desiste e que desistir de alguém que você ama muito requer uma maturidade imensa. Às vezes a gente precisa escolher entre desistir de alguém ou desistir da gente mesmo, sabe? Parece simples, mas só quem desistiu de um amor entende e consegue explicar isso.
Obrigado por ter me apresentado cada vez mais a mim mesmo, por ter me feito compreender que às vezes a gente precisa de uma boa companhia e que devemos estar bem conosco porque muitas vezes essa boa companhia será o nosso interior.

Obrigado por ter me feito entender que ficar sozinho não é o fim do mundo…

Obrigado por ter me feito entender que ficar sozinho não é o fim do mundo e que é bem melhor estar só que se sentir sozinho ao lado de alguém. Obrigado pelas crises existenciais que passei e que me ajudaram a entender o meu eu, e a encontrar caminhos quando desacreditei que existiam.
Obrigado por cada traição que suportei, por cada mentira que tive que ouvir e por cada falsidade que lidei, porque aprendi com tudo isso que o mundo está cheio de pessoas iguais e o que me resta fazer e ser diferente. Por fim, querido passado, o meu muito obrigado aos amores que se foram, as decepções e aos machucados que serviram de ponte pra que eu chegasse até aqui ainda mais forte e mais intenso.

O erro de esperar demais das pessoas

Esses dias tive mais uma decepção acrescentada a pilha de decepções que ultimamente venho acumulando no canto do meu quarto.
Uma que apesar do cheirinho de nova, era extremamente familiar a todas as outras.
Aconteceu o que sempre acontece quando esperamos demais das pessoas: não demora muito para quebrar a cara .
E eu quebrei a minha. Lindamente.
Dei com tudo no muro. E depois me perguntei de onde havia saído aquele muro.
Até que percebi que o muro sempre esteve lá. Eu é que não o havia notado.
Na maioria das vezes em que nos decepcionamos com alguém, só nos decepcionamos porque escolhemos nos cegar. Escolhemos não ver o que sempre esteve nítido e claro na nossa frente.
A vida diz. A vida conta. A vida não esconde.
A gente é que vira a cara por vontade própria.
A culpa foi minha.
Fui usada, manipulada e posteriormente esnobada e ignorada com meu próprio aval. Com minha própria permissão.
E se estava lá agora, sentada no canto da sala com o chapéu de burro, é porque eu o merecia.
Eu merecia o chapéu, sem dúvidas. Mas ainda desconfio de que o canto, não.
E tudo bem. Acontece.
Às vezes nós mesmos nos botamos em situações que não merecemos.
Às vezes nós mesmos deixamos entrar em nossas vidas pessoas que não mereciam passar nem pela porta de entrada.
Porque as pessoas são assim. Enquanto acham que podem tirar algo de você, estão ao seu lado.
E quando não precisam mais, passam a não estar.
Assim rápido, frio, sem cerimônias, sem adeus, sem explicações, sem peso na consciência.
As pessoas descartam as outras como se fosse fácil. Porque para elas, é.
É difícil conviver com as pessoas quando você tem o péssimo hábito de se apegar a elas.
É difícil fingir que não se importa quando você faltou essa aula no colégio.
É difícil deixar pra lá quando o pensamento martela forte.
É difícil… mas eu continuo tentando.
E se eu aprendi a minha lição? É claro que não.
Tenho certeza que muito em breve estarei escrevendo mais um texto sobre isso.
Porque eu sou assim. Adoro perder o meu tempo com quem não merece nem um segundo meu.

Sobre mim e algumas companheiras...

Na primeira vez que bateram a porta do seu coração e saíram gritando como se a culpada fosse ela, ela chorou e achou que o mundo acabaria ali. 
Na segunda vez ela chorou, mas de raiva.
Na terceira ela riu e bebeu com as amigas.
Na quarta vez ela parou de contar... 
Ela é daquele tipo de menina que se entrega de verdade, que ri de verdade, intensidade em pessoa. Por mais que ela pareça forte e grite pros quatro cantos do mundo o quanto não se importa, no fundo ela quer o bem de todo mundo e se sente tão trouxa por isso. 
Quando ela descobriu que poderia ser feliz sozinha, nunca mais aceitou ninguém desnecessário na sua vida. Gozou dos seus ex namorados babacas, gozou daquele papo clichê sobre não ser pra casar, gozou do machismo, gozou da indiferença, e finalmente gozou sozinha. Depois de tanto se entregar pra corpos vazios, aprendeu a ser cheia sozinha. Descobriu que tem gente que quer só comer, mas nem fome tem.
Ela riu do desespero, brincou com a solidão, dançou com o caos. Quando o amor bateu na sua porta de novo, ela não quis atender. Estava se arrumando, dançou a noite toda, bebeu a noite toda, riu a noite toda, e fez tudo isso por ela. Por mais ninguém.
Ela tem a língua afiada, ninguém nunca consegue entender o que ela fala. Cansou de dizer coisas bonitas pra quem nunca disse nada. Cansou de procurar por rotas pra tal felicidade, cansou de gritar pro mundo o quanto acredita no amor e o destino lhe sorrir com babacas que desistem. Hoje ela quer paz.
Mulher como ela incomoda, e homem fraco surta.
Ela está sozinha, por vontade própria. E vai ter que ser muito mais que um rostinho bonito pra mudar isso. Ela finalmente descobriu que gozar sozinha é melhor do que ser mal amada, e eu nem tô falando só de sexo.

Aprenda a dizer adeus ao que foi importante, mas não cabe mais...

Sobre as chegadas (e despedidas) – Aprenda a dizer adeus ao que foi importante… Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção.

Despedidas são sempre dolorosas, ainda que necessárias para o seguimento da vida. Alguns ciclos nascem e terminam para que possamos começar tudo outra vez. Não é que não machuque, pois todo fim é doído, incerto, afiado, mas também é transformador.
O segredo não é carregar a cruz da saudade do que já foi como uma punição do universo, mas não levar nas costas mais do que o peso da cruz. Ainda que pareça caro demais, pagar o preço da metamorfose é sempre a melhor decisão.
Não há como viver a metamorfose se não abrirmos mão das nossas fases de lagartas. A despedida do que já cumpriu seu papel faz parte da transformação essencial nas nossas vidas. É assim que seremos melhores do que fomos ontem.
Quando nos despedimos de alguns amores até parece que vamos morrer aos poucos. O coração fica pequenino, apertado, angustiado. É ou não é? Mas, e acontece sempre assim, em algum tempo não previsto, em um amanhecer qualquer de domingo, nos apaixonamos de novo.
E a vida ganhar cor, nós ficamos mais bonitos, o céu fica mais azul e a vida toda parece que só fizemos esperar por essa pessoa. E quando o ciclo fecha, se for necessário que aconteça, lá vamos nós começar tudo outra vez.
É assim também quando os amigos tomam outro caminho, navegando por mares que não conheciam, morando em países que nunca imaginaram, casando, sonhando, partindo. Parece que nunca mais conseguiremos sorrir, nos divertir ou chorar em outro ombro.
Mas aí, quando a gente menos espera, a saudade vira uma linda recordação do que se viveu. Nosso coração se abre para novos horizontes, novas conversas, novos abraços. É que as coisas se ajeitam sempre e para tudo há uma razão nesse mundo.
Chegadas e partidas nos fazem mais fortes quando assumimos nossa responsabilidade pelo caminho que traçamos. A vida é doce, ainda que pareça amarga vez ou outra. Quando aproveitamos a doçura do destino para lambuzar tudo sem medo de sujar a roupa, aprendemos que no momento presente é onde tudo acontece.
Se o momento é onde tudo acontece, o que resta para todos nós? Apenas duas coisas. Primeira coisa: aceitar que as despedidas acontecem para que possamos receber outras chegadas.
Segunda coisa: ser feliz no ciclo que acontece nesse minuto sem pensar no que foi embora e sem querer adivinhar se haverá um novo fim. Do amanhã? Só sabemos o nome do dia. Do ontem? Seremos sábios quando o usarmos com alegria.

Aprenda a dizer adeus ao que foi importante, mas não cabe mais. Não se diminua para que as coisas continuem se encaixando.

Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção.
Nada é para sempre, exceto o aprendizado que temos aqui e que levaremos para outras dimensões. Bom, nem sei se você acredita nisso, também não é o mais importante. Quero apenas desejar boa sorte nessa caminhada, resiliência nas partidas e muita, mas muita gratidão pelas suas chegadas.

O amor que queremos

Chega um momento da vida que a gente só quer paz, boa companhia e tranquilidade, a gente cansa de amores complicados de paixões desenfreadas, nós só queremos alguém que nos faça sentir conforto, nada de explosão ou loucura.

Queremos alguém que nos faça nos sentir em paz, que abrace forte e diga estou aqui. Queremos aquela pessoa que você sabe que pode contar, que em qualquer lugar do mundo te faça sentir feliz independente da paisagem.
Queremos fazer planos, casar, ter uma casa, alguém para compartilhar o café da manhã, alguém com quem cheguemos em casa depois de um dia exaustivo e que esteja de ouvidos abertos para ouvir e acolher.
Nada de loucura, tudo muito calmo, tranquilo, paciente. Queremos ter alguém que possamos passar um fim de semana assistindo netflix ou quem sabe indo ao cinema. Nesse mundo que prega total desapego, queremos nos apegar.
Queremos fazer um piquenique no parque e ficar olhando as crianças correndo e imaginar como serão as nossas. Queremos rotina, quero planos, sonhos.
Queremos ser surpreendidos com aquele jantar, com aquele beijo, com aquela flor ou presente inusitado, todos nós queremos clichê. Queremos contar a todos, como o outro nos faz bem e que parece não ter defeitos.

Mas no fundo queremos descobrir quais são e que a pessoa descubra quais são os nossos e assim possamos desenvolver um amor, sincero, sem máscaras.

Queremos alguém para envelhecer ao nosso lado e que possamos passar horas contando aos netos como nos conhecemos. Queremos ter orgulho de dizer que estamos a tanto tempo juntos.
Queremos aquelas briguinhas sem motivo, só para terminar em uma boa conversa e numa boa reconciliação.
Queremos ter alguém que faça falta independentemente de onde estejamos. Queremos aquela companhia que transborde. Porque completos já somos.
Queremos alguém para somar, alguém para dividir a cama, a rotina, os planos, as loucuras. Enfim tudo o que todo mundo realmente quer em uma fase da vida.