sábado, 28 de outubro de 2017

Dear past, thanks for everything!

Obrigado por todos as decepções vindas de gente que eu já esperava e das pessoas mais inesperadas da minha vida, porque cada lágrima que derramei valeu a pena, cada minuto que passei tentando me realinhar me fez ser quem eu sou hoje.
Obrigado por ter me ensinado que muitas pessoas vão aparecer na minha vida por interesse e que poucas são aquelas que vão permanecer ao meu lado mesmo quando não tenho tanto para oferecer.

Obrigado por todos os desenganos que me ensinaram a ser maior e mais forte.

Por ter me feito entender que perder às vezes é inevitável porém necessário para que eu possa aprender a vencer novamente. Obrigado por ter me ensinado que algumas pessoas entram na nossa vida somente pra bagunçar, mas que no meio do caminho, sempre vai existir o tempo para ajudar a reorganizar tudo.
Obrigado por ter me mostrado que apesar de todas as desilusões, machucados e frustrações o amor ainda é o melhor caminho para curar o insensível.
Obrigado também por ter me amadurecido, por ter me ajudado a compreender que o amor não acaba quando o relacionamento termina, que amar é um exercício diário e que o amor não é como um perfume que perde o aroma, porque o amor não fica na pele, o amor não fica na superfície, ele fica na alma, ele fica dentro da gente.
Obrigado por ter me mostrado que é possível amar novamente, que permanecer em relacionamentos abusivos dói pra caramba, mas quando a gente se livra, toda dor se torna bagagem pra gente levar pra vida.
Obrigado por ter me ensinado, mesmo quando foi tão difícil de entender, que quem ama realmente desiste e que desistir de alguém que você ama muito requer uma maturidade imensa. Às vezes a gente precisa escolher entre desistir de alguém ou desistir da gente mesmo, sabe? Parece simples, mas só quem desistiu de um amor entende e consegue explicar isso.
Obrigado por ter me apresentado cada vez mais a mim mesmo, por ter me feito compreender que às vezes a gente precisa de uma boa companhia e que devemos estar bem conosco porque muitas vezes essa boa companhia será o nosso interior.

Obrigado por ter me feito entender que ficar sozinho não é o fim do mundo…

Obrigado por ter me feito entender que ficar sozinho não é o fim do mundo e que é bem melhor estar só que se sentir sozinho ao lado de alguém. Obrigado pelas crises existenciais que passei e que me ajudaram a entender o meu eu, e a encontrar caminhos quando desacreditei que existiam.
Obrigado por cada traição que suportei, por cada mentira que tive que ouvir e por cada falsidade que lidei, porque aprendi com tudo isso que o mundo está cheio de pessoas iguais e o que me resta fazer e ser diferente. Por fim, querido passado, o meu muito obrigado aos amores que se foram, as decepções e aos machucados que serviram de ponte pra que eu chegasse até aqui ainda mais forte e mais intenso.

O erro de esperar demais das pessoas

Esses dias tive mais uma decepção acrescentada a pilha de decepções que ultimamente venho acumulando no canto do meu quarto.
Uma que apesar do cheirinho de nova, era extremamente familiar a todas as outras.
Aconteceu o que sempre acontece quando esperamos demais das pessoas: não demora muito para quebrar a cara .
E eu quebrei a minha. Lindamente.
Dei com tudo no muro. E depois me perguntei de onde havia saído aquele muro.
Até que percebi que o muro sempre esteve lá. Eu é que não o havia notado.
Na maioria das vezes em que nos decepcionamos com alguém, só nos decepcionamos porque escolhemos nos cegar. Escolhemos não ver o que sempre esteve nítido e claro na nossa frente.
A vida diz. A vida conta. A vida não esconde.
A gente é que vira a cara por vontade própria.
A culpa foi minha.
Fui usada, manipulada e posteriormente esnobada e ignorada com meu próprio aval. Com minha própria permissão.
E se estava lá agora, sentada no canto da sala com o chapéu de burro, é porque eu o merecia.
Eu merecia o chapéu, sem dúvidas. Mas ainda desconfio de que o canto, não.
E tudo bem. Acontece.
Às vezes nós mesmos nos botamos em situações que não merecemos.
Às vezes nós mesmos deixamos entrar em nossas vidas pessoas que não mereciam passar nem pela porta de entrada.
Porque as pessoas são assim. Enquanto acham que podem tirar algo de você, estão ao seu lado.
E quando não precisam mais, passam a não estar.
Assim rápido, frio, sem cerimônias, sem adeus, sem explicações, sem peso na consciência.
As pessoas descartam as outras como se fosse fácil. Porque para elas, é.
É difícil conviver com as pessoas quando você tem o péssimo hábito de se apegar a elas.
É difícil fingir que não se importa quando você faltou essa aula no colégio.
É difícil deixar pra lá quando o pensamento martela forte.
É difícil… mas eu continuo tentando.
E se eu aprendi a minha lição? É claro que não.
Tenho certeza que muito em breve estarei escrevendo mais um texto sobre isso.
Porque eu sou assim. Adoro perder o meu tempo com quem não merece nem um segundo meu.

Sobre mim e algumas companheiras...

Na primeira vez que bateram a porta do seu coração e saíram gritando como se a culpada fosse ela, ela chorou e achou que o mundo acabaria ali. 
Na segunda vez ela chorou, mas de raiva.
Na terceira ela riu e bebeu com as amigas.
Na quarta vez ela parou de contar... 
Ela é daquele tipo de menina que se entrega de verdade, que ri de verdade, intensidade em pessoa. Por mais que ela pareça forte e grite pros quatro cantos do mundo o quanto não se importa, no fundo ela quer o bem de todo mundo e se sente tão trouxa por isso. 
Quando ela descobriu que poderia ser feliz sozinha, nunca mais aceitou ninguém desnecessário na sua vida. Gozou dos seus ex namorados babacas, gozou daquele papo clichê sobre não ser pra casar, gozou do machismo, gozou da indiferença, e finalmente gozou sozinha. Depois de tanto se entregar pra corpos vazios, aprendeu a ser cheia sozinha. Descobriu que tem gente que quer só comer, mas nem fome tem.
Ela riu do desespero, brincou com a solidão, dançou com o caos. Quando o amor bateu na sua porta de novo, ela não quis atender. Estava se arrumando, dançou a noite toda, bebeu a noite toda, riu a noite toda, e fez tudo isso por ela. Por mais ninguém.
Ela tem a língua afiada, ninguém nunca consegue entender o que ela fala. Cansou de dizer coisas bonitas pra quem nunca disse nada. Cansou de procurar por rotas pra tal felicidade, cansou de gritar pro mundo o quanto acredita no amor e o destino lhe sorrir com babacas que desistem. Hoje ela quer paz.
Mulher como ela incomoda, e homem fraco surta.
Ela está sozinha, por vontade própria. E vai ter que ser muito mais que um rostinho bonito pra mudar isso. Ela finalmente descobriu que gozar sozinha é melhor do que ser mal amada, e eu nem tô falando só de sexo.

Aprenda a dizer adeus ao que foi importante, mas não cabe mais...

Sobre as chegadas (e despedidas) – Aprenda a dizer adeus ao que foi importante… Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção.

Despedidas são sempre dolorosas, ainda que necessárias para o seguimento da vida. Alguns ciclos nascem e terminam para que possamos começar tudo outra vez. Não é que não machuque, pois todo fim é doído, incerto, afiado, mas também é transformador.
O segredo não é carregar a cruz da saudade do que já foi como uma punição do universo, mas não levar nas costas mais do que o peso da cruz. Ainda que pareça caro demais, pagar o preço da metamorfose é sempre a melhor decisão.
Não há como viver a metamorfose se não abrirmos mão das nossas fases de lagartas. A despedida do que já cumpriu seu papel faz parte da transformação essencial nas nossas vidas. É assim que seremos melhores do que fomos ontem.
Quando nos despedimos de alguns amores até parece que vamos morrer aos poucos. O coração fica pequenino, apertado, angustiado. É ou não é? Mas, e acontece sempre assim, em algum tempo não previsto, em um amanhecer qualquer de domingo, nos apaixonamos de novo.
E a vida ganhar cor, nós ficamos mais bonitos, o céu fica mais azul e a vida toda parece que só fizemos esperar por essa pessoa. E quando o ciclo fecha, se for necessário que aconteça, lá vamos nós começar tudo outra vez.
É assim também quando os amigos tomam outro caminho, navegando por mares que não conheciam, morando em países que nunca imaginaram, casando, sonhando, partindo. Parece que nunca mais conseguiremos sorrir, nos divertir ou chorar em outro ombro.
Mas aí, quando a gente menos espera, a saudade vira uma linda recordação do que se viveu. Nosso coração se abre para novos horizontes, novas conversas, novos abraços. É que as coisas se ajeitam sempre e para tudo há uma razão nesse mundo.
Chegadas e partidas nos fazem mais fortes quando assumimos nossa responsabilidade pelo caminho que traçamos. A vida é doce, ainda que pareça amarga vez ou outra. Quando aproveitamos a doçura do destino para lambuzar tudo sem medo de sujar a roupa, aprendemos que no momento presente é onde tudo acontece.
Se o momento é onde tudo acontece, o que resta para todos nós? Apenas duas coisas. Primeira coisa: aceitar que as despedidas acontecem para que possamos receber outras chegadas.
Segunda coisa: ser feliz no ciclo que acontece nesse minuto sem pensar no que foi embora e sem querer adivinhar se haverá um novo fim. Do amanhã? Só sabemos o nome do dia. Do ontem? Seremos sábios quando o usarmos com alegria.

Aprenda a dizer adeus ao que foi importante, mas não cabe mais. Não se diminua para que as coisas continuem se encaixando.

Aceite quando for a hora de deixar para lá e receba com esperança os tijolos novos para a sua construção.
Nada é para sempre, exceto o aprendizado que temos aqui e que levaremos para outras dimensões. Bom, nem sei se você acredita nisso, também não é o mais importante. Quero apenas desejar boa sorte nessa caminhada, resiliência nas partidas e muita, mas muita gratidão pelas suas chegadas.

O amor que queremos

Chega um momento da vida que a gente só quer paz, boa companhia e tranquilidade, a gente cansa de amores complicados de paixões desenfreadas, nós só queremos alguém que nos faça sentir conforto, nada de explosão ou loucura.

Queremos alguém que nos faça nos sentir em paz, que abrace forte e diga estou aqui. Queremos aquela pessoa que você sabe que pode contar, que em qualquer lugar do mundo te faça sentir feliz independente da paisagem.
Queremos fazer planos, casar, ter uma casa, alguém para compartilhar o café da manhã, alguém com quem cheguemos em casa depois de um dia exaustivo e que esteja de ouvidos abertos para ouvir e acolher.
Nada de loucura, tudo muito calmo, tranquilo, paciente. Queremos ter alguém que possamos passar um fim de semana assistindo netflix ou quem sabe indo ao cinema. Nesse mundo que prega total desapego, queremos nos apegar.
Queremos fazer um piquenique no parque e ficar olhando as crianças correndo e imaginar como serão as nossas. Queremos rotina, quero planos, sonhos.
Queremos ser surpreendidos com aquele jantar, com aquele beijo, com aquela flor ou presente inusitado, todos nós queremos clichê. Queremos contar a todos, como o outro nos faz bem e que parece não ter defeitos.

Mas no fundo queremos descobrir quais são e que a pessoa descubra quais são os nossos e assim possamos desenvolver um amor, sincero, sem máscaras.

Queremos alguém para envelhecer ao nosso lado e que possamos passar horas contando aos netos como nos conhecemos. Queremos ter orgulho de dizer que estamos a tanto tempo juntos.
Queremos aquelas briguinhas sem motivo, só para terminar em uma boa conversa e numa boa reconciliação.
Queremos ter alguém que faça falta independentemente de onde estejamos. Queremos aquela companhia que transborde. Porque completos já somos.
Queremos alguém para somar, alguém para dividir a cama, a rotina, os planos, as loucuras. Enfim tudo o que todo mundo realmente quer em uma fase da vida.

domingo, 22 de outubro de 2017

Seja você mesmo, ainda que incomode aqueles que fingem ser quem não são

“Você não é louco. Loucos são os que sustentam relacionamentos falidos, os que pagam prestação de carro de luxo enquanto devem o aluguel, os que abandonam seus sonhos para viver de aparências. Você só é de verdade. E isso não é para qualquer um.” 

Não é fácil ser autêntico e viver as próprias verdades no mundo de hoje, em que as aparências ditam as regras e o status social sobrepuja a essência humana. Ainda mais com o olhar persecutório que permeia as redes sociais, onde expor um simples ponto de vista sobre algo pode levar a reprimendas e censuras de gente que mal nos conhece. Por isso é que, muitas vezes, chegamos a nos perguntar se somos realmente desse mundo.
Quando somos gentis, podemos ser vistos como alguém que possui segundas intenções. Quando sentimos compaixão por alguém, podemos ser julgados como fracos. Quando discordamos de alguém, podemos ser ofendidos da pior forma. Quando nos permitimos tirar um tempo sem fazer nada, podemos ser chamados de preguiçosos. Nunca antes houve tanta gente pronta para criticar a vida alheia. Nunca antes houve tantos donos da verdade.
Nessa toada, muitos acabam temendo, cada vez mais, expor o que pensam, dizer o que sentem, viver o que são, da forma que lhes convém, mesmo que não estejam atropelando ninguém nessa jornada, ainda que ninguém tenha nada a ver com isso. Cansa ler os comentários que inundam nossas publicações; cansa ser questionado sobre estar ou não sozinho, ter ou não filho, estar ou não estudando. Cansa ter que se desviar dos chatos de plantão que sempre empacam o caminho.
Teremos que nos conscientizar de algo óbvio: nada do que dissermos ou fizermos agradará a todos, muito pelo contrário. Haverá sempre pessoas nos contradizendo e nos condenando, não importando a maneira limpa e ética com que pautemos nossas ações, simplesmente porque a muitos sempre será doloroso assistir à felicidade alheia. Estão ocupados demais com aquilo que lhes falta porque não têm a coragem que tanto recriminam nos outros.
Ainda que nos deparemos com censuras, reprimendas, julgamentos e toda sorte de obstáculos pela frente, jamais sairemos perdendo quando nos dispusermos a viver aquilo por que vibra os nossos corações, sem atropelarmos ninguém por aí. Porque nada é mais prazeroso do que podermos conviver com quem somos de verdade, sem o peso inútil de culpas e de arrependimentos covardes. Vivamos!

Dói, mas passa...

Eu tenho aprendido umas coisas nessa vida. Uma delas foi olhar pra trás sem deixar de ir adiante.
Mesmo que você já tenha lido em vários lugares que o mundo não vai parar de girar pra que você conserte seu coração quebrado, você ainda tenta se convencer de que ele vai dar uma pausa pra você varrer os cacos pra qualquer lugar fora de você.
Não adianta tentar fugir disso. Tudo segue um ciclo natural. A gente fica um tempo se parecendo uma árvore sem folhas no inverno, e no momento da dor, esquecemos de lembrar que a primavera está pra chegar.
Não tenha medo ou vergonha de encarar esse momento. Você não tem que provar ou mostrar pra ninguém que tem alguém. Muitas vezes só nos encontramos quando nos perdemos. É libertador nos conhecermos melhor. É fortificante encararmos nossos medos de frente. Aceitar nossos erros e acertos, não sendo cruel com nós mesmos.
Quando se entra em um relacionamento, é natural criarmos expectativas em relação a quem está do nosso lado, dividindo conversas, beijos, amassos e noites de lençóis suados e amarrotados. Não se culpe por isso, mas não condicione sua felicidade a outra pessoa. Por mais que se goste ou ame, nunca saberemos ao certo e com precisão o que outra pessoa sente.
Já escrevi antes que, no amor, nunca há garantias. Se entregar pra alguém, sempre será um risco e não se deve deixar de viver um grande amor por medo, mas lembre-se de uma regra básica e pouco praticada: antes de amar alguém, se ame primeiro.
Seja exigente. Não aceite metades ou migalhas. Se o que está vivendo não for o que espera de uma relação à dois, não tenha medo de dizer adeus. Se doer, lembre-se que isso passa. É difícil deixar algo que a gente gosta, mas lembre-se que nem tudo que gostamos, é saudável pra nossa vida. É melhor sofrer longe um tempo, do que o resto da vida ao lado de alguém que mais te faz mal do que bem.
Não pense que se jogar nos braços da primeira pessoa que parecer interessante, irá resolver. Tampar o sol com a peneira só irá piorar as coisas. Você está assumindo o risco de magoar alguém que não tem nada a ver com quem te machucou e não soube te valorizar da forma e reciprocidade que merece. Tente se curar sem se envolver com alguém. A ferida não irá cicatrizar se você não der o tempo necessário. Deixe doer. Chore o que precisar. Grite. Corra. Observe o mar e vá de encontro às ondas. Lave a alma.
Pode ser que não seja a primeira ou última vez que você parta seu coração. Se olhe no espelho. Hoje você derrama lágrimas de tristeza. Se amanhã ou depois você irá derramar lágrimas de felicidade, só depende de você. Nunca vi certidão de óbito com a causa morte “amor”. Dói, mas passa.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Eu me amo demais para aceitar amor de menos...

Você queria que eu corresse atrás, que eu ficasse te enviando, desesperadamente, uma mensagem atrás da outra. Cê queria que eu te ligasse enquanto você brincava comigo e só atendia quando tinha vontade. Se tem uma coisa que você precisa saber é que indiferença não rola comigo. Pode até funcionar com todas as outras que você ficou, mas comigo não funciona, cara!
Teu orgulho não vai me fazer ficar no teu pé, teu ego não vai me deixar na tua. Quando você percebeu tudo isso, resolveu correr atrás de mim e me cobrar algo que você nunca me deu. Desculpa, cara, mas cê me cobrou um amor que no momento eu só consigo sentir por mim.
Queria te dizer que sinto a tua falta, mas agora você é só um pedaço que passou por aqui e eu já aprendi a ser inteira. Eu pensei em te dizer: ”Pelo amor de Deus, fica!”, mas desde quando a gente precisa implorar alguma coisa pro amor? Desde quando a gente precisa pedir atenção ou mendigar presença de alguém?
Ainda bem que só pensei em te procurar e não procurei, é que o amor que eu sinto por mim não me permitiu que eu te implorasse absolutamente nada.
Desculpa, meu bem, eu me amo demais pra chorar por alguém como você. Eu me amo demais pra viver correndo atrás desse seu tipo de ser. Eu me amo demais pra me enganar ao ponto de trocar o meu amor inteiro por um amor meio bosta. Quem é inteiro, meu bem, não precisa de metade de ninguém.
E olha só que irônico, acordei e dessa vez parei de sentir a tua ausência e passei a agradecer o espaço que ficou depois que você foi embora. Desculpa por não ter entrado na tua, não voltar a me envolver na tua bagunça, nem ter sido, nem feito o que você esperou que eu fosse e fizesse.
Eu não pude continuar nisso... Encontrei o meu amor próprio no meio do caminho e fiquei. Eu não vou te pedir pra ficar, não vou implorar a tua presença, não vou abrir mão de mim mesma por mais ninguém. Me disseram que a gente só consegue esquecer um amor encontrando outro, e foi ai que eu encontrei e nunca mais larguei esse tal do amor próprio.
A gente precisa se amar muito, mas muito mesmo pra não aceitar ser o cargo de segunda opção de ninguém. Não faço a mínima questão de fazer parte dessa tua vida, cara. Cê estava errado ao pensar que eu seria capaz de fazer por você tudo o que eu faria por mim. Mas é que eu me amo demais pra aceitar amor de menos.