Na primeira vez que bateram a porta do seu coração e saíram gritando como se a culpada fosse ela, ela chorou e achou que o mundo acabaria ali.
Na segunda vez ela chorou, mas de raiva.
Na terceira ela riu e bebeu com as amigas.
Na quarta vez ela parou de contar...
Ela é daquele tipo de menina que se entrega de verdade, que ri de verdade, intensidade em pessoa. Por mais que ela pareça forte e grite pros quatro cantos do mundo o quanto não se importa, no fundo ela quer o bem de todo mundo e se sente tão trouxa por isso.
Quando ela descobriu que poderia ser feliz sozinha, nunca mais aceitou ninguém desnecessário na sua vida. Gozou dos seus ex namorados babacas, gozou daquele papo clichê sobre não ser pra casar, gozou do machismo, gozou da indiferença, e finalmente gozou sozinha. Depois de tanto se entregar pra corpos vazios, aprendeu a ser cheia sozinha. Descobriu que tem gente que quer só comer, mas nem fome tem.
Ela riu do desespero, brincou com a solidão, dançou com o caos. Quando o amor bateu na sua porta de novo, ela não quis atender. Estava se arrumando, dançou a noite toda, bebeu a noite toda, riu a noite toda, e fez tudo isso por ela. Por mais ninguém.
Ela tem a língua afiada, ninguém nunca consegue entender o que ela fala. Cansou de dizer coisas bonitas pra quem nunca disse nada. Cansou de procurar por rotas pra tal felicidade, cansou de gritar pro mundo o quanto acredita no amor e o destino lhe sorrir com babacas que desistem. Hoje ela quer paz.
Mulher como ela incomoda, e homem fraco surta.
Ela está sozinha, por vontade própria. E vai ter que ser muito mais que um rostinho bonito pra mudar isso. Ela finalmente descobriu que gozar sozinha é melhor do que ser mal amada, e eu nem tô falando só de sexo.
Ela está sozinha, por vontade própria. E vai ter que ser muito mais que um rostinho bonito pra mudar isso. Ela finalmente descobriu que gozar sozinha é melhor do que ser mal amada, e eu nem tô falando só de sexo.

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